quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Animação Bíblico-Catequética realiza Assembleia Diocesana


A Assembleia foi realizada nos dias 29 e 30 de outubro, em Caçador. Estiveram presentes 62 pessoas, representando 17 paróquias da Diocese de Caçador/SC.
O tema da Assembleia foi “Paróquia e Iniciação à Vida Cristã”, assessorado pelo Frei João Fernandes Reinert, OFM, do Rio de Janeiro, que possui vasto estudo nesta área e uma obra publicada sobre o assunto. Durante os dois dias de encontro, oportunizou-se aprofundar e esclarecer o tema da Iniciação à Vida Cristã.
No primeiro momento o assessor buscou fazer uma leitura da realidade, refletindo sobre a mudança de época, a crise paroquial e a crise na transmissão da fé, situando a Iniciação à Vida Cristã dentro das diferentes realidades pastorais e paroquiais existentes. Em seguida apresentou algumas experiências e, também, a teoria para a implantação deste projeto no âmbito das paróquias. “O Frei João possui uma proposta de estudo dialético entre estas duas realidades: a renovação paroquial é uma exigência para a Iniciação à Vida Cristã e vice e versa”, ressaltou o Assessor Eclesiástico do Serviço Animação Bíblico-catequética (ABC), Pe. Márcio Martins Rosa.
De acordo com a Coordenadora Diocesana do ABC, Regiane Freire, o encontro foi positivo, porém ainda é uma utopia a participação de todas as paróquias. “A Coordenação avaliou como esclarecedor o encontro, pois Frei João conseguiu auxiliar na reflexão de como implantar a Iniciação à Vida Cristã nas estruturas paroquiais e pastorais existentes na atualidade. A partir de agora, a pauta é repensar a formação permanente sempre na linha da Iniciação”.

Leia mais em http://diocesedecacador.org.br/

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Maria, mãe de misericórdia!

Em outubro celebramos a Padroeira do Brasil e voltamos o olhar a Maria Mãe da Misericórdia, Mãe de Deus. O povo cristão carrega no coração a oração “salve rainha, mãe de misericórdia”, como a certeza de que ela foi quem melhor experimentou a misericórdia divina. 
Ninguém como ela conheceu a riqueza da misericórdia divina, ao gerar humanamente o Filho de Deus. Isso testemunhou em seu cântico: “sua misericórdia se estende de geração em geração” (Lc 1,50). Maria fez memória da compaixão divina, que a escolheu para ser a mãe do salvador. Ela é a pessoa que viveu “só da graça”, como disse Lutero. Também no momento de extremo sofrimento de seu Filho, aos pés da cruz, a mãe presenciou o perdão oferecido a quem O crucificou, e recebeu o discípulo amado como filho. Neste estão todos os discípulos, de todos os tempos!

Presente nos momentos fundamentais da vida de Jesus e da Igreja nascente, Maria é a mulher símbolo, modelo para a comunidade cristã. Ela, ao mesmo tempo, testemunhou a misericórdia e se fez instrumento desta. O povo cristão reconheceu nela a Mãe que assume os rostos dos seus filhos: por isso ela é representada em tantas imagens, de diferentes raças, cores, nações. Porque ela é mãe que abraça a todos os povos. A humanidade está abrigada sob o manto daquela que primeiro acreditou, para conduzi-la à fé.
Nela resplandece a imagem da nova humanidade, reconciliada, livre para servir e amar. Maria diz-nos e demonstra que o evangelho da misericórdia divina em Jesus Cristo é o melhor que pode ser dito, experimentado e transmitido. Dirijamos-lhe sempre a nossa oração pedindo a ela que volva para nós os seus olhos misericordiosos. Deixemo-nos conquistar pelo semblante de amor e ternura que provém da Mãe de Deus.

                                                                                              Pe. Márcio Martins Rosa

Paróquia Cristo Redentor – Caçador/SC
Encerramento Escola Catequética Diocesana reflete mistagogia
Ir. Maria Aparecida Barboza
Assessora


A última etapa da Escola Catequética Diocesana Centro-Sul, realizada nos dias 08 e 09 de outubro de 2016, contou com a assessoria da Irmã Maria Aparecida Barbosa, da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, de Porto Alegre. A Escola Catequética Diocesana tem a missão de colaborar na formação dos catequistas para que possam estar a serviço das comunidades para uma iniciação à vida cristã autêntica e atenta à mudança de época, tendo como base as etapas, tempos e exigências da formação iniciática na fé.
Em busca por formação e renovação do trabalho, 70 catequistas das microrregiões de Arroio Trinta, Videira, Caçador e Santa Cecília, que compõe as Regiões Centro e Sul da Diocese de Caçador, participaram da escola, que foi realizada em quatro etapas, durante o ano de 2016.
Durante a última etapa, realizou-se uma missa, celebrando a formatura do grupo. A celebração foi presidida pelo Pe. João Claudio Casara, Coordenador Diocesano de Pastoral e concelebrada pelo Pe. Francisco Dias, da Paróquia Nossa Senhora Rainha, de Caçador. Simbolicamente, foi entregue a cada catequista uma oração de envio à missão. O certificado será enviado aos alunos posteriormente, pois esta Escola foi realizada em parceira com a Faculdade Católica de Santa Catarina/FACASC, como um curso de extensão e, por questões burocráticas e legais, o certificado só pode ser emitido após sua conclusão. A sugestão é que cada paróquia realize uma celebração para entrega dos certificados, como um momento de louvor e, também, de motivação aos catequistas.
As catequistas Helena C. Massaroli, da Paróquia Imaculada Conceição, de Fraiburgo e Dirce S. Modena, da Paróquia São Luiz Gonzaga, de Iomerê, relataram um pouco da experiência de participar da escola e como esta contribui para o trabalho de evangelização nas paróquias.
Helena
“A escola foi de muita importância, por que dentro da catequese de iniciação à vida cristã, processo que a Diocese está vivendo, apresentou conteúdos muito importantes. Todas as etapas, desde a primeira querigma com a Irmã Marlene Bertoldi, a segunda com o Pe. Celso C. P. dos Santos, muito dinâmica e com diversas celebrações, a terceira sobre catecumenato, com o Fabio e o Edson e a última etapa com a Irmã Aparecida, sobre mistagogia, que falou sobre a adesão a Jesus Cristo e a seu projeto, em formar discípulos missionários, atendendo a um pedido da Igreja hoje, em ser uma Igreja de Saída em busca de novas pessoas comprometidas, verdadeiramente, com o Reino de Deus”.
Helena C. Massaroli, da Paróquia Imaculada Conceição, de Fraiburgo

Dirce
“Nós participamos em quatro pessoas da Paróquia São Luiz Gonzaga. Esta escola foi muito importante, ela contribuiu bastante na minha formação. A Igreja está investindo no Projeto da Iniciação Cristã, então os catequistas precisam buscar formação e, durante as quatro etapas, pudemos perceber a importância de cada uma, conforme seu conteúdo. Com certeza, será mais fácil iniciar o projeto em nossa paróquia”.
Dirce S. Modena, da Paróquia São Luiz Gonzaga, de Iomerê

Divanete Eloisa Bachi

Assessoria de Comunicação da Catequese da Diocese de Caçador

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Celebrar a Misericórdia no Sacramento da Reconciliação

O Ano Santo da Misericórdia, nos proporciona recuperarmos as obras de misericórdia corporais e espirituais: gestos pessoais e comunitários que nos salvam da frieza e do distanciamento a que somos quotidianamente tentados a viver das pessoas. Outro elemento importante desse Ano da Misericórdia é o sentido do sacramento da reconciliação para a vida cristã.
Hoje não podemos deixar de falar de uma grave crise deste sacramento. Na maioria das paróquias perdeu-se em grande medida a sua prática. Muitos participam da eucaristia sem cuidar da prática sacramental da penitência. O sacramento é vivido por alguns como um verdadeiro tribunal ou como maneira de controle. Em outros casos não passa de uma mera obrigação, inserida na preparação para os sacramentos da iniciação cristã. Acrescente-se a isso, a sensação de “inocência patológica”, que nega a culpa e a transfere aos outros ou ao sistema. Aqui funciona um gigantesco mecanismo de absolvição, que acaba por negar o pecado e as responsabilidades pessoais.
Jesus é o Sacramento da misericórdia. NEle a Igreja se torna sacramento de salvação e com seus sinais celebra e transmite a riqueza de Sua misericórdia, a começar pelo  batismo que perdoa os pecados e insere na comunidade de vida e amor. O sacramento da reconciliação é também conhecido como o “batismo das lágrimas”, que renova a graça batismal e oferece ao cristão um novo começo. Ele é o verdadeiro refúgio dos pecadores, algo que todos nós somos. Nele nos libertamos dos pesos que carregamos conosco. Em nenhum outro momento experimentamos a compaixão de Deus de forma tão imediata e direta. Confessar nossos pecados é sinal do nosso amor a Deus e pertença à comunidade, formada pelo povo “santo e pecador”.
É preciso que nos aproximemos desse sacramento com a confiança do filho mais novo da parábola do Pai misericordioso (Lc 15, 11), na certeza de que o pai nos espera de braços abertos, devolve nossa dignidade, festeja nosso retorno, e deseja ver a sua família completa, feliz e reconciliada. Esse é o desejo do Pai do céu para a família humana!
Como é importante revalorizarmos esse sacramento! Cresceremos na confiança em Deus, na humildade e no reconhecimento da nossa fragilidade. Nossas comunidades terão mais força superar as suas divisões e partidarismos. Também poderemos encontrar um jeito mais fraterno e caridoso para tratar as pessoas na Igreja, especialmente aquelas mais feridas e distanciadas. Seremos uma Igreja mais misericordiosa!
Como você vive o sacramento da reconciliação? É importante para você?
Pe. Márcio Martins Rosa

Paróquia Cristo Redentor – Caçador/SC

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Ano da Misericórdia
Praticar as obras de misericórdia
Lembramos o importante sentido da peregrinação nesse Ano Santo, como expressão da nossa própria vida e como jeito de ser igreja, como povo de Deus peregrino. Recordávamos ainda que o perdão e a gratuidade são lugares de passagem obrigatórios.
Esse Ano da misericórdia nos convoca ainda a contemplar o rosto do Cristo, sofrido e abandonado nas pessoas que estão nas periferias sociais e existenciais de nosso tempo. O nosso modo de viver, influenciado pelo capitalismo, é individualista, apegado e inseguro. Não nos enganemos! Essa é a espiritualidade que o sistema capitalista exige: competição e acúmulo. Por isso crescem assustadoramente a violência e os extremismos. Anestesiados na indiferença temos dificuldade de perceber o sofrimento das pessoas, por vezes bem próximas de nós. “Quantas feridas gravadas na carne de muitos que já não têm voz, porque o seu grito foi esmorecendo e se apagou por causa da indiferença dos povos ricos. Em cada um destes mais pequeninos está o próprio Cristo (MV, 15)”.
Inspirado nessa passagem e numa tradição antiga da espiritualidade cristã, o papa Francisco propõe ao povo cristão assumir as obras de misericórdia corporais e espirituais.
Exemplos das primeiras são: dar de comer aos famintos, acolher os peregrinos, visitar os presos, enterrar os mortos. Obras espirituais são: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar pessoas de difícil relacionamento, rezar a Deus pelos vivos e mortos.

Nesse contexto, recuperemos a simplicidade da vida e os gestos de misericórdia, pessoais e comunitários. Não nos esqueçamos das perguntas que o Senhor nos fará no juízo final: estive com fome, com sede, nu, preso, doente, estrangeiro, e me destes de comer, beber, me visitaste e me acolheste! (Cf. Mt 25, 31-45).
A vida moderna se tornou burocrática e sem sentido. As boas obras nos salvam da frieza e do distanciamento a que somos quotidianamente tentados a viver das pessoas. Relacionamentos intensos e verdadeiros na vida de comunidade nos ajudarão no caminho de saída das seguranças e da zona de conforto. Ao entardecer desta vida, examinar-nos-ão no amor, nos ensinou São João da Cruz.
Qual obra de misericórdia você pode assumir como compromisso nesse Ano Santo? E na sua comunidade como elas estão acontecendo?

Pe. Márcio Martins Rosa

Paróquia Cristo Redentor – Caçador/SC

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Escola catequética reflete sobre catecumenato

JUNHO 20, 2016 by DIOCESEDECACADOR in DESTAQUE with 0 COMMENTS
Durante os dias 17 a 19 de junho de 2016, no Centro de Formação São João Paulo II, Castelhano – Caçador, realizou-se a segunda etapa da Escola Catequética Diocesana -Centro- Sul, com participação de aproximadamente 70 catequistas. A escola tem como objetivo contribuir na formação dos catequistas para o exercício da catequese a serviço da iniciação à vida cristã, compreendendo os seus tempos, etapas e exigências. O assessor foi Pe. Celso Puttkammer dos Santos, da Paróquia Imaculada Conceição, de Fraiburgo.
O tema discutido foi o catecumenato, como tempo de aprofundamento da fé, catequese integral, celebrações com a comunidade e testemunho de fé. Na inspiração catecumenal da catequese, o catecumenato é o segundo tempo do processo, precedido pelo anúncio de Jesus Cristo, como Senhor e Salvador. Nesse sentido, o catecumenato é o “eco” do anúncio realizado pela comunidade cristã.
Leia mais em: http://diocesedecacador.org.br/site/escola-catequetica-reflete-sobre-catecumenato/

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Ano da Misericórdia
A Espiritualidade e a Misericórdia

Vivendo o ano jubilar da misericórdia a Igreja nos motiva a aprofundar a espiritualidade da misericórdia. É o convite incessante a sermos “misericordiosos como o Pai” (Lc 6,36). Em um mundo marcado por tantos sofrimentos, extremismos, intolerâncias e fundamentalismos, o que significa viver a espiritualidade da misericórdia?
A espiritualidade é mais que oração ou qualquer prática devocional. É possível orar muito e não viver uma espiritualidade genuína. A espiritualidade tem a ver com as nossas motivações mais profundas, ideais, utopias, sonhos. Nesse sentido, todos vivem de certa espiritualidade. A espiritualidade do mundo capitalista é o consumo, o poder e o dinheiro. Por outro lado, a espiritualidade cristã é o seguimento de Jesus, segundo o seu espírito. Sua fé, suas opções, suas atitudes, seu destino são os nossos! Ser cristão é viver do Espírito de Jesus, que veio para servir e não para ser servido (Mc 10,45), que veio ao mundo não para condená-lo, mas para salvá-lo (Jo 3,17)
Viver a espiritualidade da misericórdia significa colocar-se no caminho de Jesus, reconhecidos de que ele nos olhou e escolheu com misericórdia. Que somos também necessitados do perdão restaurador de Deus. Colocando-se como discípulos dele, convocados a praticar a misericórdia e oferecer o perdão. Sem dúvida, entre os nossos maiores desafios está vencer o consumismo e a indiferença presentes também em nós cristãos. Há espiritualidades que se dizem cristãs, mas não passam de mero consolo egoísta.
Há milhões de pobres, excluídos, injustiçados, descartados, doentes, sem teto, terra e trabalho. Viver a espiritualidade da misericórdia começa com abrirmos os olhos a essas realidades, por vezes tão perto nós, geograficamente, mas distantes pela nossa indiferença. “Vinde benditos de meu Pai, porque estive com fome e me destes de comer” (Mt 25,35), disse Jesus. A misericórdia que tivermos para com os últimos será o critério para o nosso encontro definitivo com Deus.
Pe. Márcio Martins Rosa

Paróquia Cristo Redentor – Caçador/SC

Cronogramas da IVC para 2026

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