sexta-feira, 30 de junho de 2017

Igreja: casa de iniciação à vida cristã

As seis paróquias da Microrregião de Canoinhas acolheram formação sobre a urgência da iniciação à vida cristã, durante os últimos dias 06 a 10 de junho. Os momentos foram conduzidos pelo Fr. João Fernandes Reinert, OFM, autor de livros sobre a temática e especialista no assunto. O objetivo do evento junto às paróquias foi a formação para os diferentes membros das comunidades envolvidos no caminho da iniciação. “Trata-se de contribuir na conversão pastoral das comunidades para que se tornem cada vez mais capacitadas e desejosas de oportunizar às pessoas o encontro com Jesus Cristo, através do percurso da iniciação”, ressaltou o assessor. Em todas as paróquias a participação foi expressiva, envolvendo diversos ministérios eclesiais: catequistas, ministros, coordenações de CPC, entre outros agentes das pastorais e movimentos.
Acompanhado por membros da Coordenação Diocesana de Animação Bíblico Catequética, Fr. Reinert lembrou que a atual mudança de época exige um novo paradigma para a transmissão da fé. A crise civilizacional em que se vive é uma grande oportunidade para a Igreja se lançar cada vez mais na sua missão de evangelizar.
O assessor recordou ainda que a comunidade tem o grande desafio de propor a fé, jamais impor, de modo arbitrário, ou supor que as pessoas já a tenham amadurecida. A igreja busca hoje a sua inspiração na maneira com que os primeiros cristãos transmitiam a fé. O catecumenato dos primeiros séculos é um belo caminho, que integra catequese e liturgia, para a transmissão da fé. Mais que um curso, a iniciação é um percurso que se realiza para descobrir a fé.

Por fim, Fr. Reinert insistiu que a iniciação à vida cristã não é apenas uma reforma na catequese. É um jeito de ser comunidade, de viver e transmitir a fé. Esse projeto precisa cativar a todos. A partir de setembro a Microrregião de Canoinhas inicia a segunda turma da Escola Catequética Diocesana, com inspiração catecumenal. É importante perseverar nesse caminho de formação a fim de que os medos e inseguranças sejam vencidos. Deus estará conosco, todos os dias (Mt 28,20)!

Pe. Marcio R. Martins
Pelo Serviço de Animação Bíblico-Catequético


terça-feira, 28 de março de 2017

Iniciação à Vida Cristã é o tema central da Assembleia Geral da CNBB
Inicia no dia 26 de abril a 55ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida – SP. Reconhecida como urgência, a iniciação à vida cristã será o tema central. Essa preocupação da Igreja no Brasil é resposta ao contexto de mudança de época, que torna a transmissão da fé o grande desafio para a Igreja, exigindo um novo paradigma para a iniciação cristã. “Ou educamos na fé, colocando as pessoas realmente em contato com Jesus Cristo e convidando-as para seguí-lo, ou não cumpriremos nossa missão evangelizadora” (DAp 287), reconheceram os bispos em Aparecida. A constatação é que “a identidade cristã de muitos dos católicos é fraca e vulnerável. Há uma multidão de batizados e não evangelizados” (DAp 286). O modelo catequético atual é ineficiente e não tem favorecido o encontro com Jesus Cristo.
A resposta é um movimento de volta às fontes. Uma rica experiência dos primórdios da Igreja está sendo revalorizada: o catecumenato primitivo. Existe também um amplo acervo documental relativo à transmissão da fé. Nesse interim, a inspiração para o novo modelo está no Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA). Solicitação do Concílio, além de ritual, descreve o caminho mistagógico catequético a ser percorrido pelo iniciante.

Espera-se que a Assembleia Geral dê indicações efetivas às Dioceses no assumir a iniciação à vida cristã. Alguns pontos fundamentais precisarão ser garantidos, tais como: a catequese querigmática e mistagógica; a recuperação da unidade dos sacramentos da iniciação cristã, com a possível revisão da ordem dos mesmos (batismo, crisma, eucaristia); o envolvimento de toda a comunidade no caminho de iniciação; o uso adequado das Sagradas Escrituras, com o método da Leitura Orante; a união entre catequese e liturgia; a formação dos catequistas e demais agentes; a atenção às diferentes situações e contextos, especialmente os adultos.
A Igreja no Brasil está reconhecendo na iniciação à vida cristã uma das chaves para a conversão pastoral e sua consequente saída missionária. Não haverá cristãos maduros na fé enquanto não se assumir um robusto processo de iniciação à vida cristã. A Assembleia Geral aponta nessa direção.

Pe. Márcio Martins Rosa
Assessor Diocesano para Animação Bíblico Catequética
Diocese de Caçador – SC

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017


DEPOIMENTO DE UMA CATEQUISTA

Formação através das Cartas



Sou catequista na Comunidade Nossa Senhora de Lourdes – Rio Bugre e desejo partilhar um pouco a minha experiência da formação de catequistas através de cartas. O catequista deve estar sempre em formação, deve estar em atento as mudanças que acontecem na sociedade, Igreja. Deus nos da o dom, chama, mas nós precisamos beber da fonte, chegar a essa fonte e só chegamos até ela através da formação que nos chega tão suave numa carta, que eu considero uma carta de amor que a paróquia nos oferece.
Cada carta que recebo é como se recebesse um tesouro que precisa ser bem cuidado, porque dentro dela estão instruções que me levam a fazer uma nova experiência com a Palavra e a pessoa de Jesus. Através das cartas eu tenho a possibilidade de conhecer melhor aquilo que já conheço, mas de uma outra maneira, a cada carta que respondo e depois partilho com meu acompanhante me da a certeza de que essa formação me leva a progredir, como catequista procuro aprender tudo o que se refere a catequese, à Igreja oque esta ao meu alcance e depois gosto de partilhar com a comunidade nos cultos.
Eu aprendi muito com as cartas e quero continuar ensinando e aprendendo através delas.
Maria Milan

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Celebração da CF 2017

Deus orienta para o cuidado
          1.   REFRÃO MEDITATIVO
O sol nasceu, um novo dia
Bendito seja Deus, quanta alegria

         2.   ACOLHIDA
        Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
-        Amém.

3.   MOTIVAÇÃO
Materiais e subsídios da Campanha da Fraternidade de 2017. Recordação da Vida..

4.   ORAÇÃO
-        Deus de bondade e misericórdia,
Vós que nos deste o mundo e todas as coisas criadas,
aumentai em nós o desejo de conversão
para que cuidemos sempre mais da vossa obra
e que ela seja de acesso a todos
os bens necessários para bem viver.
Isto vos pedimos por Cristo, Vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
-        Amém.
5. OUVINDO A PALAVRA
Animador: Queridos irmãos! Queridas irmãs! A Bíblia faz memória da caminhada das alegrias e esperanças de um povo. No Antigo Testamento, de maneira central, Deus que promete e faz o seu povo chegar à Terra Prometida, terra onde corre leite e mel. Esta terra deve ser cuidada e partilhada. Muitos preceito, muitas regras, muitas leis são para manter preservada esse projeto, o cuidado com a vida e o direito à terra para todos.
6.   ACLAMAÇÃO À PALAVRA
Tua Palavra é lâmpada para os meus pés, Senhor.
Lâmpada para os meus pés, Senhor,
Luz para o meu caminho.
7. Leitura do Livro do Levítico (19,9-13)
Silêncio. Meditação.
Animador: Na Bíblia, o pobre, a viúva e o órfão representam os desamparados. Quais são os pobres que hoje necessitam de nosso cuidado e de nossa solidariedade? E como podemos nos solidarizar e cuidar melhor de nosso Bioma?
Todos: Deus não quer que a terra sirva para os poderosos e como se fosse mercadoria, para gerar sempre mais lucro. Deus nos entregou a terra para que cuidemos dela e a administremos para que as necessidades de todos sejam atendidas.
8. Leitura do Livro do Levítico (25,1-17)
Silêncio. Meditação.
Animador: O descanso da terra é uma forma de cuidar e de voltar ao projeto inicial, de acabar com a possibilidade de a terra cair na mão de poucos. O Jubileu é tempo de repouso da terra e de redistribui-la conforme o projeto original. Como podemos cuidar da nossa Casa Comum como o dono dela nos pede?
Todos: Queremos valorizar a terra e a vida que dela depende. Ensina-nos, Senhor, a organizar nossa vida e nossas comunidades de modo que valorizemos cada vez mais a partilha justa dos bens que pertencem a Ti.
O que o texto me leva dizer a Deus? Sl 8,4-5.6-7.8-9 (R. 2a)
R.:       Ó Senhor nosso Deus, como é grande
            vosso nome por todo o universo!
4   Contemplando estes céus que plasmastes
     e formastes com dedos de artista;
     vendo a lua e estrelas brilhantes,
5   perguntamos: 'Senhor, que é o homem,
     para dele assim vos lembrardes
     e o tratardes com tanto carinho?' R.
6   Pouco abaixo de Deus o fizestes,
     coroando-o de glória e esplendor;
7   vós lhe destes poder sobre tudo,
     vossas obras aos pés lhe pusestes. R.
8   as ovelhas, os bois, os rebanhos,
     todo o gado e as feras da mata;
9   passarinhos e peixes dos mares,
     todo ser que se move nas águas. R.
Canto
Onipotente e bom Senhor
A ti a honra, glória e louvor!
Todas as bênçãos de ti nos vêm
E todo o povo te diz: amém!
Louvado sejas nas criaturas
Primeiro o sol, lá nas alturas
Clareia o dia, grande esplendor
Radiante imagem de ti, Senhor
Louvado sejas pela irmã lua
No céu criaste, é obra tua
Pelas estrelas, claras e belas
Tu és a fonte do brilho delas
Louvado sejas pelo irmão vento
E pelas nuvens, o ar e o tempo
E pela chuva que cai no chão
Nos dá sustento, Deus da criação
Onipotente e bom Senhor
Louvado sejas, meu bom Senhor
Pela irmã água e seu valor
Preciosa e casta, humilde e boa
Se corre, um canto a ti entoa
Louvado sejas, ó, meu Senhor
pelo irmão fogo e seu calor
Clareia a noite robusto e forte
Belo e alegre, bendita sorte
Sejas louvado pela irmã terra
Mãe que sustenta e nos governa
Todos os frutos, nos dá o pão
Com flores e ervas sorri o chão
Onipotente e bom Senhor
Louvado sejas, meu bom Senhor
Pelas pessoas que em teu amor
Perdoam e sofrem tribulação
Felicidade em ti encontrarão
Louvado sejas pela irmã morte
Que vem a todos, ao fraco e ao forte
Feliz aquele que te amar
A morte eterna não o matará
Bem aventurado quem guarda a paz
Pois o altíssimo o satisfaz
Vamos louvar e agradecer
Com humildade ao Senhor bendizer
Onipotente e bom Senhor

9.   ORAÇÃO
-        Concedei, Senhor, que estes vossos filhos e filhas, tendo acolhido o vosso Plano de Amor e os mistérios da vida de vosso Cristo, possam sempre proclamá-los e vive-los pela fé, cumprindo em ações vossa vontade e colaboremos sempre com o cuidado com a nossa Casa Comum. Por Cristo, nosso Senhor.
-        Amém.

10.      DESPEDIDA
-        Deus da luz vos torne reflexos do seu amor e da sua bondade no meio do mundo carente do vosso testemunho cristão!
-        Amém!
-        Cristo, luz do mundo, que, pelo batismo, vos fez novas criaturas e cuidadores do mundo, vos dê a graça de permanecer fieis no seu seguimento!
-        Amém!
-        O Espírito Santo vos inunde com a luz dos seus dons para que sejas capazes de dissipar toda a treva com vossas atitudes e compromisso cristão!
-        Amém!

Organização Pe. Celso C. Santos 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A ação de conduzir ao mistério

Essa entrevista foi concedida, à assessoria de comunicação, pela Irmã Maria Aparecida Barboza* durante a última etapa da Escola Catequética Diocesana Centro-Sul, assessorada por ela que refletiu sobre Mistagogia.

Uma Igreja de saída, uma Igreja na contra-mão
Desde 2005, com a elaboração do Diretório Nacional de Catequese, a Igreja no Brasil tem intensificado o trabalho de uma catequese mais na linha da Iniciação à Vida Cristã. É preciso ser uma Igreja na contra-mão, uma Igreja de passagem do discurso para a Igreja da prática, da Igreja da sacramentalização para a Igreja da iniciação, para a Igreja discípula-missionária de Jesus Cristo. Essa Igreja exige uma mudança de mentalidade, de estrutura, de método, por ser uma Igreja em saída, como exalta o papa Francisco, uma Igreja, que a luz da pedagogia de Jesus Cristo vai ao encontro das pessoas, sendo espaço de proximidade, de acolhida, de anúncio, de misericórdia, enfim a igreja do abraço, do toque, necessidade primária das pessoas, hoje. Uma Igreja que olha para seus membros com carinho.

E o papel do catequista, nessa Igreja?
Ele, ela deve ter a consciência de que é uma catequista da Igreja de Jesus Cristo, ou seja, é um ministro qualificado da Palavra de Deus. Como catequista não fala em seus nome, fala em nome de uma ação eclesial, pois a catequese faz parte, de um ministério eclesial. O catequista sendo anunciador da Palavra, na comunidade, necessita estar formado, conhecer o método da Iniciação Cristã. Primeiro ele deve ter contato com a Palavra de Deus, segundo deve amar a comunidade, ou seja, pertence a Cristo, pertence a comunidade, terceiro deve ir ao encontro dos catequizandos, apresentando uma catequese capaz de tocar o coração, ensinando mais que doutrina e sacramento, falando de Jesus, conduzindo os catequizandos no mistério da fé e inserindo-os na comunidade cristã.

Ser iniciado na vida cristã, hoje
Ser iniciado na vida cristão é partir de uma busca, de um desejo. Requer pertencer a Jesus Cristo. Significa retornar as fontes, à Igreja do início do cristianismo, em que os cristãos eram formados, preparados e conduzidos a Jesus. Nós distanciamos desta meta, nós trabalhamos mais com a preparação aos sacramentos, porém a Igreja da Iniciação é aquela que não enfatiza tanto a formação dos catequizandos em função dos sacramentos, mas em função de ser discípulo de Jesus Cristo, membro de uma comunidade e missionário.

Mistagogia, a ação de conduzir ao mistério
O catequista é um grande mistagogo, pois tem a função de desenvolver a catequese como um encontro profundo da Palavra, capaz de despertar no catequizando o desejo de conhecer Jesus Cristo e pertencer a Ele, portanto, mistagogia é a ação de conduzir no mistério da fé, no encontro com Jesus Cristo.

Palavra sobre o projeto diocesano
A Diocese de Caçador, como outras dioceses do Brasil, buscam dar passos em um projeto de renovação paroquial que passa pelo caminho da Iniciação à Vida Cristã e essa renovação só ocorrerá, quando de fato, todas as pastorais sentirem-se envolvidas, começando pela catequese que é prioridade de toda a Igreja. A Diocese está em um caminho bonito, fértil que tem tudo para conquistar novos corações e despertar verdadeiros discípulos missionários. O primeiro passo é o projeto diocesano de renovação paroquial, que passa por um anúncio de Jesus Cristo, com mais entusiasmo e encantamento, pelo processo de conversão e mudança e pelo caminho do discipulado, sendo de fato, a passagem da Igreja do sacramento para a Igreja missionária.

Aos catequistas da Diocese: não tenham medo de avançar
Sou grata pela oportunidade de estar na Diocese, colaborando com a reflexão sobre mistagogia, a inserção na vida da comunidade. Aos catequistas: minha gratidão, minha comunhão. Não tenham medo de avançar, a Iniciação à Vida Cristã é o caminho, e a forma de acertar nesta estrada é se colocar nesta dinâmica da gratuidade e alegria do serviço, pois com Jesus Cristo presente entre nós, tudo acontece com maior facilidade. Continuem entusiasmados para entusiasmar mais corações, mais pessoas para Jesus Cristo e para a comunidade.




*Irmã Maria Aparecida Barboza, da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, de Porto Alegre é Conselheira Geral da Congregação, no Setor de Animação Missionária, além de colaborar com a Igreja no Brasil em assessorias Bíblico-Catequéticas na formação dos catequistas e membro do Grupo de Reflexão Bíblico-catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e da Comissão Arquidiocesana de Iniciação à Vida Cristã, na Arquidiocese de Porto Alegre. É, também, professora em cursos de Pós-graduação na disciplina de Catequese e Bíblia, na PUC de Goiana e na FACASC. 



Divanete Eloisa Bachi
Assessoria de Comunicação do Serviço de Animação Bíblico-catequética 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O QUE É INICIAÇÃO A VIDA CRISTÃ? (IVC)

A medida, em que, afirmamos ser a Iniciação a Vida Cristã e a transmissão da fé às novas gerações, um dos principais desafios do nosso tempo, se faz necessário situá-la no conjunto da ação evangelizadora da Igreja. Para melhor compreender, interessa-nos, explicar a diferença e a aproximação dos termos catequese e iniciação a vida cristã.  
Ao longo da história da evangelização se reduziu todo o processo de iniciação à vida cristã a simples catequese, concebida como mera transmissão de conteúdos, alheia ao processo mais amplo e integrado de amadurecimento da fé. Por muito tempo o itinerário (processo) de iniciação a vida cristã foi reduzido ao segundo momento, à catequese praticada como ensino-doutrinação, perdendo a prática mistagógica e processual da iniciação a vida cristã.
Essa prática a ser superada, se afirmou no passado pelo fato de que o estar imerso no contexto cultural e religioso da época já garantia o primeiro anuncio e boa parte da iniciação religiosa. Hoje diante do pluralismo religioso, corremos o sério risco de catequizar sem iniciar as gerações na fé e vida cristã. A Conferência de Aparecida afirma: ou educamos na fé, colocando as pessoas em contato com Jesus e convidando-as para seu seguimento ou não cumpriremos nossa missão evangelizadora. Impõe se para o hoje, a tarefa irrenunciável de oferecer uma modalidade de iniciação cristã, que além de marcar o que, também ofereça elementos, para quem, o como e o onde se realizam (DAp, 287).
Por isso, se entende por Iniciação a Vida Cristã, o processo pelo qual alguém é incorporado ao mistério de Cristo Jesus. Portanto, não se reduz a catequese. A catequese é apenas uma parte do processo pelo qual alguém é iniciado na vida cristã. Trata-se de percorrer um caminho para se chegar à realidade da incorporação em Cristo como experiência existencial, realizado e celebrado sacramentalmente.  Para os batizados a iniciação a vida cristã visa plantar e fazer germinar os germes da fé. Para o não batizado, é processo que leva ao mergulho no mistério de Cristo. Nesta realidade podemos falar de iniciação a vida cristã e também de reiniciacão à vida cristã.
A catequese se situa como parte do vasto e complexo processo de iniciação da vida cristã. É o período mais longo da caminhada, onde são colocados os fundamentos do edifício da vida cristã que se elevará. (DGC) nº 64,65,130. Os conteúdos tem sua importância desde que integrados ao processo mais amplo do seguimento de Jesus. No centro da iniciação cristã está uma Pessoa (Jesus) e não uma doutrina. O DGC diz: “a catequese é educação sistemática e progressiva da fé, aliada a um processo continuo de amadurecimento da própria fé” (Nº 67 e 69). Aqui a catequese assume caráter de serviço em favor de um itinerário maior de iniciação a vida cristã.
Se a catequese é o ato de fazer “eco”, fazer “ecoar”, isso supõe, que ela vem depois ter havido um som, uma voz previa, que já tenha sido anunciada. Corre-se o risco nos dias de hoje de uma catequese que não seja precedida de ação querigmática, dai ser necessária que ambas aconteçam simultaneamente: o anuncio no contexto da catequese e a catequese que seja ela querigmática.  Ao longo da experiência de vida cristã é importante a formação permanente. Teologicamente podemos dizer que a pessoa está iniciada com celebração do sacramento, contudo, se faz necessário o aprofundamento permanente para amadurecer sempre a fé cristã.

Em meio às aproximações e diferenciações, onde fica o catecumenato? Qual sua relação com iniciação à vida cristã? O catecumenato foi à instituição iniciática dos adultos nos primeiros séculos do cristianismo (primeiras comunidades) com finalidade de preparar os convertidos ao mistério de Cristo e para a vida em comunidade. De caráter “catequético-litúrgico-moral, constituídos por etapas, com momento culminante na celebração dos três sacramentos de iniciação a vida cristã presidida pelo bispo na Vigília Pascal”. O catecumenato se tornou o processo de transmissão mais eficaz da história da Igreja. É na atualidade a grande redescoberta da Igreja, no contexto da secularização, para a missão de transmissão da fé e iniciação na vida cristã. A iniciação a vida cristã aponta para “o que” enquanto o catecumenato nos fala do “como”, da iniciação a vida cristã.

INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ E A MISSÃO DA COMUNIDADE

Cronogramas da IVC para 2026

         Cronograma IVC Adultos para 2026   Cronograma IVC 2026/1º ano para 2026  Cronograma IVC 2025/2º ano para 2026 Cronograma IVC 2024/...