segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Celebração da CF 2017

Deus orienta para o cuidado
          1.   REFRÃO MEDITATIVO
O sol nasceu, um novo dia
Bendito seja Deus, quanta alegria

         2.   ACOLHIDA
        Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
-        Amém.

3.   MOTIVAÇÃO
Materiais e subsídios da Campanha da Fraternidade de 2017. Recordação da Vida..

4.   ORAÇÃO
-        Deus de bondade e misericórdia,
Vós que nos deste o mundo e todas as coisas criadas,
aumentai em nós o desejo de conversão
para que cuidemos sempre mais da vossa obra
e que ela seja de acesso a todos
os bens necessários para bem viver.
Isto vos pedimos por Cristo, Vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
-        Amém.
5. OUVINDO A PALAVRA
Animador: Queridos irmãos! Queridas irmãs! A Bíblia faz memória da caminhada das alegrias e esperanças de um povo. No Antigo Testamento, de maneira central, Deus que promete e faz o seu povo chegar à Terra Prometida, terra onde corre leite e mel. Esta terra deve ser cuidada e partilhada. Muitos preceito, muitas regras, muitas leis são para manter preservada esse projeto, o cuidado com a vida e o direito à terra para todos.
6.   ACLAMAÇÃO À PALAVRA
Tua Palavra é lâmpada para os meus pés, Senhor.
Lâmpada para os meus pés, Senhor,
Luz para o meu caminho.
7. Leitura do Livro do Levítico (19,9-13)
Silêncio. Meditação.
Animador: Na Bíblia, o pobre, a viúva e o órfão representam os desamparados. Quais são os pobres que hoje necessitam de nosso cuidado e de nossa solidariedade? E como podemos nos solidarizar e cuidar melhor de nosso Bioma?
Todos: Deus não quer que a terra sirva para os poderosos e como se fosse mercadoria, para gerar sempre mais lucro. Deus nos entregou a terra para que cuidemos dela e a administremos para que as necessidades de todos sejam atendidas.
8. Leitura do Livro do Levítico (25,1-17)
Silêncio. Meditação.
Animador: O descanso da terra é uma forma de cuidar e de voltar ao projeto inicial, de acabar com a possibilidade de a terra cair na mão de poucos. O Jubileu é tempo de repouso da terra e de redistribui-la conforme o projeto original. Como podemos cuidar da nossa Casa Comum como o dono dela nos pede?
Todos: Queremos valorizar a terra e a vida que dela depende. Ensina-nos, Senhor, a organizar nossa vida e nossas comunidades de modo que valorizemos cada vez mais a partilha justa dos bens que pertencem a Ti.
O que o texto me leva dizer a Deus? Sl 8,4-5.6-7.8-9 (R. 2a)
R.:       Ó Senhor nosso Deus, como é grande
            vosso nome por todo o universo!
4   Contemplando estes céus que plasmastes
     e formastes com dedos de artista;
     vendo a lua e estrelas brilhantes,
5   perguntamos: 'Senhor, que é o homem,
     para dele assim vos lembrardes
     e o tratardes com tanto carinho?' R.
6   Pouco abaixo de Deus o fizestes,
     coroando-o de glória e esplendor;
7   vós lhe destes poder sobre tudo,
     vossas obras aos pés lhe pusestes. R.
8   as ovelhas, os bois, os rebanhos,
     todo o gado e as feras da mata;
9   passarinhos e peixes dos mares,
     todo ser que se move nas águas. R.
Canto
Onipotente e bom Senhor
A ti a honra, glória e louvor!
Todas as bênçãos de ti nos vêm
E todo o povo te diz: amém!
Louvado sejas nas criaturas
Primeiro o sol, lá nas alturas
Clareia o dia, grande esplendor
Radiante imagem de ti, Senhor
Louvado sejas pela irmã lua
No céu criaste, é obra tua
Pelas estrelas, claras e belas
Tu és a fonte do brilho delas
Louvado sejas pelo irmão vento
E pelas nuvens, o ar e o tempo
E pela chuva que cai no chão
Nos dá sustento, Deus da criação
Onipotente e bom Senhor
Louvado sejas, meu bom Senhor
Pela irmã água e seu valor
Preciosa e casta, humilde e boa
Se corre, um canto a ti entoa
Louvado sejas, ó, meu Senhor
pelo irmão fogo e seu calor
Clareia a noite robusto e forte
Belo e alegre, bendita sorte
Sejas louvado pela irmã terra
Mãe que sustenta e nos governa
Todos os frutos, nos dá o pão
Com flores e ervas sorri o chão
Onipotente e bom Senhor
Louvado sejas, meu bom Senhor
Pelas pessoas que em teu amor
Perdoam e sofrem tribulação
Felicidade em ti encontrarão
Louvado sejas pela irmã morte
Que vem a todos, ao fraco e ao forte
Feliz aquele que te amar
A morte eterna não o matará
Bem aventurado quem guarda a paz
Pois o altíssimo o satisfaz
Vamos louvar e agradecer
Com humildade ao Senhor bendizer
Onipotente e bom Senhor

9.   ORAÇÃO
-        Concedei, Senhor, que estes vossos filhos e filhas, tendo acolhido o vosso Plano de Amor e os mistérios da vida de vosso Cristo, possam sempre proclamá-los e vive-los pela fé, cumprindo em ações vossa vontade e colaboremos sempre com o cuidado com a nossa Casa Comum. Por Cristo, nosso Senhor.
-        Amém.

10.      DESPEDIDA
-        Deus da luz vos torne reflexos do seu amor e da sua bondade no meio do mundo carente do vosso testemunho cristão!
-        Amém!
-        Cristo, luz do mundo, que, pelo batismo, vos fez novas criaturas e cuidadores do mundo, vos dê a graça de permanecer fieis no seu seguimento!
-        Amém!
-        O Espírito Santo vos inunde com a luz dos seus dons para que sejas capazes de dissipar toda a treva com vossas atitudes e compromisso cristão!
-        Amém!

Organização Pe. Celso C. Santos 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A ação de conduzir ao mistério

Essa entrevista foi concedida, à assessoria de comunicação, pela Irmã Maria Aparecida Barboza* durante a última etapa da Escola Catequética Diocesana Centro-Sul, assessorada por ela que refletiu sobre Mistagogia.

Uma Igreja de saída, uma Igreja na contra-mão
Desde 2005, com a elaboração do Diretório Nacional de Catequese, a Igreja no Brasil tem intensificado o trabalho de uma catequese mais na linha da Iniciação à Vida Cristã. É preciso ser uma Igreja na contra-mão, uma Igreja de passagem do discurso para a Igreja da prática, da Igreja da sacramentalização para a Igreja da iniciação, para a Igreja discípula-missionária de Jesus Cristo. Essa Igreja exige uma mudança de mentalidade, de estrutura, de método, por ser uma Igreja em saída, como exalta o papa Francisco, uma Igreja, que a luz da pedagogia de Jesus Cristo vai ao encontro das pessoas, sendo espaço de proximidade, de acolhida, de anúncio, de misericórdia, enfim a igreja do abraço, do toque, necessidade primária das pessoas, hoje. Uma Igreja que olha para seus membros com carinho.

E o papel do catequista, nessa Igreja?
Ele, ela deve ter a consciência de que é uma catequista da Igreja de Jesus Cristo, ou seja, é um ministro qualificado da Palavra de Deus. Como catequista não fala em seus nome, fala em nome de uma ação eclesial, pois a catequese faz parte, de um ministério eclesial. O catequista sendo anunciador da Palavra, na comunidade, necessita estar formado, conhecer o método da Iniciação Cristã. Primeiro ele deve ter contato com a Palavra de Deus, segundo deve amar a comunidade, ou seja, pertence a Cristo, pertence a comunidade, terceiro deve ir ao encontro dos catequizandos, apresentando uma catequese capaz de tocar o coração, ensinando mais que doutrina e sacramento, falando de Jesus, conduzindo os catequizandos no mistério da fé e inserindo-os na comunidade cristã.

Ser iniciado na vida cristã, hoje
Ser iniciado na vida cristão é partir de uma busca, de um desejo. Requer pertencer a Jesus Cristo. Significa retornar as fontes, à Igreja do início do cristianismo, em que os cristãos eram formados, preparados e conduzidos a Jesus. Nós distanciamos desta meta, nós trabalhamos mais com a preparação aos sacramentos, porém a Igreja da Iniciação é aquela que não enfatiza tanto a formação dos catequizandos em função dos sacramentos, mas em função de ser discípulo de Jesus Cristo, membro de uma comunidade e missionário.

Mistagogia, a ação de conduzir ao mistério
O catequista é um grande mistagogo, pois tem a função de desenvolver a catequese como um encontro profundo da Palavra, capaz de despertar no catequizando o desejo de conhecer Jesus Cristo e pertencer a Ele, portanto, mistagogia é a ação de conduzir no mistério da fé, no encontro com Jesus Cristo.

Palavra sobre o projeto diocesano
A Diocese de Caçador, como outras dioceses do Brasil, buscam dar passos em um projeto de renovação paroquial que passa pelo caminho da Iniciação à Vida Cristã e essa renovação só ocorrerá, quando de fato, todas as pastorais sentirem-se envolvidas, começando pela catequese que é prioridade de toda a Igreja. A Diocese está em um caminho bonito, fértil que tem tudo para conquistar novos corações e despertar verdadeiros discípulos missionários. O primeiro passo é o projeto diocesano de renovação paroquial, que passa por um anúncio de Jesus Cristo, com mais entusiasmo e encantamento, pelo processo de conversão e mudança e pelo caminho do discipulado, sendo de fato, a passagem da Igreja do sacramento para a Igreja missionária.

Aos catequistas da Diocese: não tenham medo de avançar
Sou grata pela oportunidade de estar na Diocese, colaborando com a reflexão sobre mistagogia, a inserção na vida da comunidade. Aos catequistas: minha gratidão, minha comunhão. Não tenham medo de avançar, a Iniciação à Vida Cristã é o caminho, e a forma de acertar nesta estrada é se colocar nesta dinâmica da gratuidade e alegria do serviço, pois com Jesus Cristo presente entre nós, tudo acontece com maior facilidade. Continuem entusiasmados para entusiasmar mais corações, mais pessoas para Jesus Cristo e para a comunidade.




*Irmã Maria Aparecida Barboza, da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, de Porto Alegre é Conselheira Geral da Congregação, no Setor de Animação Missionária, além de colaborar com a Igreja no Brasil em assessorias Bíblico-Catequéticas na formação dos catequistas e membro do Grupo de Reflexão Bíblico-catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e da Comissão Arquidiocesana de Iniciação à Vida Cristã, na Arquidiocese de Porto Alegre. É, também, professora em cursos de Pós-graduação na disciplina de Catequese e Bíblia, na PUC de Goiana e na FACASC. 



Divanete Eloisa Bachi
Assessoria de Comunicação do Serviço de Animação Bíblico-catequética 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O QUE É INICIAÇÃO A VIDA CRISTÃ? (IVC)

A medida, em que, afirmamos ser a Iniciação a Vida Cristã e a transmissão da fé às novas gerações, um dos principais desafios do nosso tempo, se faz necessário situá-la no conjunto da ação evangelizadora da Igreja. Para melhor compreender, interessa-nos, explicar a diferença e a aproximação dos termos catequese e iniciação a vida cristã.  
Ao longo da história da evangelização se reduziu todo o processo de iniciação à vida cristã a simples catequese, concebida como mera transmissão de conteúdos, alheia ao processo mais amplo e integrado de amadurecimento da fé. Por muito tempo o itinerário (processo) de iniciação a vida cristã foi reduzido ao segundo momento, à catequese praticada como ensino-doutrinação, perdendo a prática mistagógica e processual da iniciação a vida cristã.
Essa prática a ser superada, se afirmou no passado pelo fato de que o estar imerso no contexto cultural e religioso da época já garantia o primeiro anuncio e boa parte da iniciação religiosa. Hoje diante do pluralismo religioso, corremos o sério risco de catequizar sem iniciar as gerações na fé e vida cristã. A Conferência de Aparecida afirma: ou educamos na fé, colocando as pessoas em contato com Jesus e convidando-as para seu seguimento ou não cumpriremos nossa missão evangelizadora. Impõe se para o hoje, a tarefa irrenunciável de oferecer uma modalidade de iniciação cristã, que além de marcar o que, também ofereça elementos, para quem, o como e o onde se realizam (DAp, 287).
Por isso, se entende por Iniciação a Vida Cristã, o processo pelo qual alguém é incorporado ao mistério de Cristo Jesus. Portanto, não se reduz a catequese. A catequese é apenas uma parte do processo pelo qual alguém é iniciado na vida cristã. Trata-se de percorrer um caminho para se chegar à realidade da incorporação em Cristo como experiência existencial, realizado e celebrado sacramentalmente.  Para os batizados a iniciação a vida cristã visa plantar e fazer germinar os germes da fé. Para o não batizado, é processo que leva ao mergulho no mistério de Cristo. Nesta realidade podemos falar de iniciação a vida cristã e também de reiniciacão à vida cristã.
A catequese se situa como parte do vasto e complexo processo de iniciação da vida cristã. É o período mais longo da caminhada, onde são colocados os fundamentos do edifício da vida cristã que se elevará. (DGC) nº 64,65,130. Os conteúdos tem sua importância desde que integrados ao processo mais amplo do seguimento de Jesus. No centro da iniciação cristã está uma Pessoa (Jesus) e não uma doutrina. O DGC diz: “a catequese é educação sistemática e progressiva da fé, aliada a um processo continuo de amadurecimento da própria fé” (Nº 67 e 69). Aqui a catequese assume caráter de serviço em favor de um itinerário maior de iniciação a vida cristã.
Se a catequese é o ato de fazer “eco”, fazer “ecoar”, isso supõe, que ela vem depois ter havido um som, uma voz previa, que já tenha sido anunciada. Corre-se o risco nos dias de hoje de uma catequese que não seja precedida de ação querigmática, dai ser necessária que ambas aconteçam simultaneamente: o anuncio no contexto da catequese e a catequese que seja ela querigmática.  Ao longo da experiência de vida cristã é importante a formação permanente. Teologicamente podemos dizer que a pessoa está iniciada com celebração do sacramento, contudo, se faz necessário o aprofundamento permanente para amadurecer sempre a fé cristã.

Em meio às aproximações e diferenciações, onde fica o catecumenato? Qual sua relação com iniciação à vida cristã? O catecumenato foi à instituição iniciática dos adultos nos primeiros séculos do cristianismo (primeiras comunidades) com finalidade de preparar os convertidos ao mistério de Cristo e para a vida em comunidade. De caráter “catequético-litúrgico-moral, constituídos por etapas, com momento culminante na celebração dos três sacramentos de iniciação a vida cristã presidida pelo bispo na Vigília Pascal”. O catecumenato se tornou o processo de transmissão mais eficaz da história da Igreja. É na atualidade a grande redescoberta da Igreja, no contexto da secularização, para a missão de transmissão da fé e iniciação na vida cristã. A iniciação a vida cristã aponta para “o que” enquanto o catecumenato nos fala do “como”, da iniciação a vida cristã.

INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ E A MISSÃO DA COMUNIDADE

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Animação Bíblico-Catequética realiza Assembleia Diocesana


A Assembleia foi realizada nos dias 29 e 30 de outubro, em Caçador. Estiveram presentes 62 pessoas, representando 17 paróquias da Diocese de Caçador/SC.
O tema da Assembleia foi “Paróquia e Iniciação à Vida Cristã”, assessorado pelo Frei João Fernandes Reinert, OFM, do Rio de Janeiro, que possui vasto estudo nesta área e uma obra publicada sobre o assunto. Durante os dois dias de encontro, oportunizou-se aprofundar e esclarecer o tema da Iniciação à Vida Cristã.
No primeiro momento o assessor buscou fazer uma leitura da realidade, refletindo sobre a mudança de época, a crise paroquial e a crise na transmissão da fé, situando a Iniciação à Vida Cristã dentro das diferentes realidades pastorais e paroquiais existentes. Em seguida apresentou algumas experiências e, também, a teoria para a implantação deste projeto no âmbito das paróquias. “O Frei João possui uma proposta de estudo dialético entre estas duas realidades: a renovação paroquial é uma exigência para a Iniciação à Vida Cristã e vice e versa”, ressaltou o Assessor Eclesiástico do Serviço Animação Bíblico-catequética (ABC), Pe. Márcio Martins Rosa.
De acordo com a Coordenadora Diocesana do ABC, Regiane Freire, o encontro foi positivo, porém ainda é uma utopia a participação de todas as paróquias. “A Coordenação avaliou como esclarecedor o encontro, pois Frei João conseguiu auxiliar na reflexão de como implantar a Iniciação à Vida Cristã nas estruturas paroquiais e pastorais existentes na atualidade. A partir de agora, a pauta é repensar a formação permanente sempre na linha da Iniciação”.

Leia mais em http://diocesedecacador.org.br/

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Maria, mãe de misericórdia!

Em outubro celebramos a Padroeira do Brasil e voltamos o olhar a Maria Mãe da Misericórdia, Mãe de Deus. O povo cristão carrega no coração a oração “salve rainha, mãe de misericórdia”, como a certeza de que ela foi quem melhor experimentou a misericórdia divina. 
Ninguém como ela conheceu a riqueza da misericórdia divina, ao gerar humanamente o Filho de Deus. Isso testemunhou em seu cântico: “sua misericórdia se estende de geração em geração” (Lc 1,50). Maria fez memória da compaixão divina, que a escolheu para ser a mãe do salvador. Ela é a pessoa que viveu “só da graça”, como disse Lutero. Também no momento de extremo sofrimento de seu Filho, aos pés da cruz, a mãe presenciou o perdão oferecido a quem O crucificou, e recebeu o discípulo amado como filho. Neste estão todos os discípulos, de todos os tempos!

Presente nos momentos fundamentais da vida de Jesus e da Igreja nascente, Maria é a mulher símbolo, modelo para a comunidade cristã. Ela, ao mesmo tempo, testemunhou a misericórdia e se fez instrumento desta. O povo cristão reconheceu nela a Mãe que assume os rostos dos seus filhos: por isso ela é representada em tantas imagens, de diferentes raças, cores, nações. Porque ela é mãe que abraça a todos os povos. A humanidade está abrigada sob o manto daquela que primeiro acreditou, para conduzi-la à fé.
Nela resplandece a imagem da nova humanidade, reconciliada, livre para servir e amar. Maria diz-nos e demonstra que o evangelho da misericórdia divina em Jesus Cristo é o melhor que pode ser dito, experimentado e transmitido. Dirijamos-lhe sempre a nossa oração pedindo a ela que volva para nós os seus olhos misericordiosos. Deixemo-nos conquistar pelo semblante de amor e ternura que provém da Mãe de Deus.

                                                                                              Pe. Márcio Martins Rosa

Paróquia Cristo Redentor – Caçador/SC
Encerramento Escola Catequética Diocesana reflete mistagogia
Ir. Maria Aparecida Barboza
Assessora


A última etapa da Escola Catequética Diocesana Centro-Sul, realizada nos dias 08 e 09 de outubro de 2016, contou com a assessoria da Irmã Maria Aparecida Barbosa, da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, de Porto Alegre. A Escola Catequética Diocesana tem a missão de colaborar na formação dos catequistas para que possam estar a serviço das comunidades para uma iniciação à vida cristã autêntica e atenta à mudança de época, tendo como base as etapas, tempos e exigências da formação iniciática na fé.
Em busca por formação e renovação do trabalho, 70 catequistas das microrregiões de Arroio Trinta, Videira, Caçador e Santa Cecília, que compõe as Regiões Centro e Sul da Diocese de Caçador, participaram da escola, que foi realizada em quatro etapas, durante o ano de 2016.
Durante a última etapa, realizou-se uma missa, celebrando a formatura do grupo. A celebração foi presidida pelo Pe. João Claudio Casara, Coordenador Diocesano de Pastoral e concelebrada pelo Pe. Francisco Dias, da Paróquia Nossa Senhora Rainha, de Caçador. Simbolicamente, foi entregue a cada catequista uma oração de envio à missão. O certificado será enviado aos alunos posteriormente, pois esta Escola foi realizada em parceira com a Faculdade Católica de Santa Catarina/FACASC, como um curso de extensão e, por questões burocráticas e legais, o certificado só pode ser emitido após sua conclusão. A sugestão é que cada paróquia realize uma celebração para entrega dos certificados, como um momento de louvor e, também, de motivação aos catequistas.
As catequistas Helena C. Massaroli, da Paróquia Imaculada Conceição, de Fraiburgo e Dirce S. Modena, da Paróquia São Luiz Gonzaga, de Iomerê, relataram um pouco da experiência de participar da escola e como esta contribui para o trabalho de evangelização nas paróquias.
Helena
“A escola foi de muita importância, por que dentro da catequese de iniciação à vida cristã, processo que a Diocese está vivendo, apresentou conteúdos muito importantes. Todas as etapas, desde a primeira querigma com a Irmã Marlene Bertoldi, a segunda com o Pe. Celso C. P. dos Santos, muito dinâmica e com diversas celebrações, a terceira sobre catecumenato, com o Fabio e o Edson e a última etapa com a Irmã Aparecida, sobre mistagogia, que falou sobre a adesão a Jesus Cristo e a seu projeto, em formar discípulos missionários, atendendo a um pedido da Igreja hoje, em ser uma Igreja de Saída em busca de novas pessoas comprometidas, verdadeiramente, com o Reino de Deus”.
Helena C. Massaroli, da Paróquia Imaculada Conceição, de Fraiburgo

Dirce
“Nós participamos em quatro pessoas da Paróquia São Luiz Gonzaga. Esta escola foi muito importante, ela contribuiu bastante na minha formação. A Igreja está investindo no Projeto da Iniciação Cristã, então os catequistas precisam buscar formação e, durante as quatro etapas, pudemos perceber a importância de cada uma, conforme seu conteúdo. Com certeza, será mais fácil iniciar o projeto em nossa paróquia”.
Dirce S. Modena, da Paróquia São Luiz Gonzaga, de Iomerê

Divanete Eloisa Bachi

Assessoria de Comunicação da Catequese da Diocese de Caçador

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Celebrar a Misericórdia no Sacramento da Reconciliação

O Ano Santo da Misericórdia, nos proporciona recuperarmos as obras de misericórdia corporais e espirituais: gestos pessoais e comunitários que nos salvam da frieza e do distanciamento a que somos quotidianamente tentados a viver das pessoas. Outro elemento importante desse Ano da Misericórdia é o sentido do sacramento da reconciliação para a vida cristã.
Hoje não podemos deixar de falar de uma grave crise deste sacramento. Na maioria das paróquias perdeu-se em grande medida a sua prática. Muitos participam da eucaristia sem cuidar da prática sacramental da penitência. O sacramento é vivido por alguns como um verdadeiro tribunal ou como maneira de controle. Em outros casos não passa de uma mera obrigação, inserida na preparação para os sacramentos da iniciação cristã. Acrescente-se a isso, a sensação de “inocência patológica”, que nega a culpa e a transfere aos outros ou ao sistema. Aqui funciona um gigantesco mecanismo de absolvição, que acaba por negar o pecado e as responsabilidades pessoais.
Jesus é o Sacramento da misericórdia. NEle a Igreja se torna sacramento de salvação e com seus sinais celebra e transmite a riqueza de Sua misericórdia, a começar pelo  batismo que perdoa os pecados e insere na comunidade de vida e amor. O sacramento da reconciliação é também conhecido como o “batismo das lágrimas”, que renova a graça batismal e oferece ao cristão um novo começo. Ele é o verdadeiro refúgio dos pecadores, algo que todos nós somos. Nele nos libertamos dos pesos que carregamos conosco. Em nenhum outro momento experimentamos a compaixão de Deus de forma tão imediata e direta. Confessar nossos pecados é sinal do nosso amor a Deus e pertença à comunidade, formada pelo povo “santo e pecador”.
É preciso que nos aproximemos desse sacramento com a confiança do filho mais novo da parábola do Pai misericordioso (Lc 15, 11), na certeza de que o pai nos espera de braços abertos, devolve nossa dignidade, festeja nosso retorno, e deseja ver a sua família completa, feliz e reconciliada. Esse é o desejo do Pai do céu para a família humana!
Como é importante revalorizarmos esse sacramento! Cresceremos na confiança em Deus, na humildade e no reconhecimento da nossa fragilidade. Nossas comunidades terão mais força superar as suas divisões e partidarismos. Também poderemos encontrar um jeito mais fraterno e caridoso para tratar as pessoas na Igreja, especialmente aquelas mais feridas e distanciadas. Seremos uma Igreja mais misericordiosa!
Como você vive o sacramento da reconciliação? É importante para você?
Pe. Márcio Martins Rosa

Paróquia Cristo Redentor – Caçador/SC

Cronogramas da IVC para 2026

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